Atualmente o que ensina na leitura é a fragmentação do texto para que se aprenda a perceber o todo, procura-se fazer com que ele responda somente ao que está previsto na leitura do professor ou do autor dos livros didáticos e exige-se um leitor crítico e participativo. A visão que alguns educadores têm sobre a leitura e a escrita é que são atribuições exclusivas dos professores de língua portuguesa. Para acabar com essa visão a escola deve desenvolver um trabalho articulados com as diferentes áreas do conhecimento, dando ênfase na leitura, ou seja, trabalhar a interdisciplinaridade com um objetivo final ´´desenvolver leitores competentes``.
O educador deve recomendar através das atividades que são realizadas durante o processo de ensino e aprendizagem aos seus alunos que é de suma importância tornar-se um bom leitor, mas para isso acontecer tem que praticar a leitura em todas as áreas do conhecimento escolar.
Segundo, as autoras Ângela B. Kleiman e Silvia E. Moraes, ´´a leitura é a atividade-elo que transforma os projetos de um professor em projetos interdisciplinares``.
A leitura e a escrita não deve ser vista como atribuições de disciplinas, mas como atividades de linguagem fundamental para o desenvolvimento dos indivíduos em sociedades tecnológicas, assim sendo, o educador devem induzir os a selecionar as informações, interpretá-la e relacioná-la criticamente com outras.
O que é letrar?
Letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do aluno.
Se uma criança sabe ler um livro, uma revista, um gibi,escreve palavras e frases, mas não é capaz de escrever uma carta,é alfabetizada, mas não é letrada. Letramentoé o contrário de analfabetismo. Analfabetismo é defendido como o estado de quem não sabe ler e escrever, letramento, é o estado de quem sabe ler e escrever. A criança não letrada depara-se muitas vezes, com um código que não tem funções sociais porque o desenvolvimento do prazer e gosto da leitura não vem junto. Os projetos interdisciplinares ajudam a desenvolver o letramento pleno porque expõem o aluno a vários tipos de texto . A pratica da leitura são as principais atividades da aprendizagem, deve fazer parte de todas as atividades. Nessa perspectiva vai transformar os projetos de um professor em projetos interdisciplinares
Segundo Magda Becker soares, explica que ao olharmos historicamente para as ultimas décadas, poderemos observar que o termo alfabetização, sempre entendido de uma forma restrita como aprendizagem do sistema da escrita foi ampliada. Já não basta aprender a ler e escrever, é necessário mais que isso para ir além da alfabetização funcional (denominação dada às pessoas que foram alfabetizadas, mas não sabem fazer uso da leitura e da escrita).
É preciso que o aluno se envolva nas atividades de leitura e escrita, para isso ele precisa apropriar-se do habito de buscar um jornal, uma revista, um livro para ler, com esse convívio efetivo com a leitura, ele pode apropriar do sistema da escrita. No Brasil as pessoas não lêem, são indivíduos que sabem ler e escrever, mas não praticam essa habilidade e não sabem sequer preencher um requerimento. Este é um exemplo de pessoas que são alfabetizadas e não são letradas.
O letramento não é responsabilidade do professor de língua portuguesa, mas de todos os educadores.
Há necessidade de uma maior dedicação dos professores para o preparo dos projetos de leituras, desenvolverem estratégias de apresentação, indagação e interpretação, inserindo textos no cotidiano da aula, como: jornais, revistas vídeos material da Internet, outros livros.
Se quisermos formar alunos críticos, nesse caso o livro didático, não deve ser usado como uma única fonte de leitura e conhecimento na sala de aula, pois ele favorece a compreensão fragmentada do material, a memorização de fatos desconexos, a sua função é a de introduzir conceitos, mediante sua definição, explicação e classificação, o que vai limitar a construção intertextual.